O que significa ter sucesso para você?

No meio empresarial reina uma caça incessante ao sucesso. Nesse contexto, sucesso significa ganhar um megasalário, chegar ao topo da hierarquia de uma grande empresa, enfim, ter o poder de dar a última palavra.

Mas o que chamou a atenção recentemente sobre isso, foi uma pesquisa da Fundação Dom Cabral denominada ‘Contexto dos Presidentes’. Num artigo intitulado ‘Ter sucesso custa caro’, de Letícia Fagundes, publicado na newsletter Carreira & Sucesso, da Catho online, uma empresa de recrutamento e seleção de candidatos a emprego, ela diz que essa pesquisa “detectou uma série de comportamentos paradoxais enfrentados por CEOs de 40 empresas entre as 500 maiores e melhores do País (de acordo com a Revista Exame). Um exemplo desses comportamentos? Embora expressiva parcela (80%) se sinta orgulhosa de ter atingido o posto máximo, a esmagadora maioria experimenta enorme frustração pelo adiamento, por tempo indeterminado, de projetos e sonhos pessoais”.

O texto cita outras conseqüências relacionadas a busca quase desumana pelo “sucesso”.

Pela relevância das informações que podemos extrair desse texto, e que pode nos ajudar a refletir sobre se vale a pena trilhar o caminho ambicioso e pernicioso do “sucesso” em questão, vou transcrevê-lo na íntegra. O link que leva ao artigo direto na fonte é http://www.catho.com.br/jcs/inputer_view.phtml?id=9362 , caso você queira conferir.

Torço para que você leia todo o texto. Ao final, postei um vídeo de Mário Persona sobre o sucesso, que vale a pena ser visto! Esse vídeo fecha com chave de ouro o tema desse post!

TER SUCESSO CUSTA CARO

Letícia Fagundes – da Catho online.

Você já imaginou chegar ao topo de uma empresa, naquele cargo tão cobiçado, na função pela qual tanto batalhou…E ainda assim se sentir confuso, insatisfeito e em meio a contradições pessoais e profissionais?

Se não imaginou e planeja alcançar o sucesso dentro de uma corporação, é bom começar a pensar no assunto.

Uma pesquisa da Fundação Dom Cabral, intitulada “Contexto dos Presidentes”, detectou uma série de comportamentos paradoxais enfrentados por CEOs de 40 empresas entre as 500 maiores e melhores do País (de acordo com a Revista Exame). Um exemplo desses comportamentos? Embora expressiva parcela (80%) se sinta orgulhosa de ter atingido o posto máximo, a esmagadora maioria experimenta enorme frustração pelo adiamento, por tempo indeterminado, de projetos e sonhos pessoais.

ESTUDO

Entre as companhias consultadas, 65% são multinacionais e 35% são de capital nacional. Quanto ao faturamento, 40% apresentam vendas acima de US$ 1 bilhão. Todos os presidentes ouvidos são do sexo masculino, 92% são casados e 85% têm filhos. Predominam os profissionais na faixa dos 51 aos 60 anos (56%), e apenas 3% estão entre 31 e 40 anos – totalizando 41% os que ficam no grupo intermediário. Pós-graduação lato sensu, experiência internacional e inglês fluente são unanimidades – e 77% também se comunicam em espanhol. A maioria já atuou em, no mínimo, quatro empresas, registrando mais de oito anos na função de principal gestor.

Um dos coordenadores da pesquisa foi o professor e pesquisador Léo Bruno, especialista em comportamento organizacional. Para ele, “esses profissionais têm uma parcela de frustrações que têm muito a ver com relacionamentos, sejam eles dentro da empresa ou dentro do contexto social e pessoal. Eles têm de se relacionar com conselhos, subordinados, staff. E esses relacionamentos nem sempre são fonte de alegria para ele. Afinal, existem três fontes de frustração: 1ª – você mesmo, 2ª – problemas do mundo exterior, como desastres ou morte de alguém, e 3ª – relacionamentos, dentro e fora das organizações.”

Sucesso, poder e status estão entre as razões apontadas por 60% dos consultados como fatores determinantes para que perseguissem a posição de primeiro mandatário. Nesse caso, quando alcançam tudo isso, não é natural que estejam satisfeitos? “Eles sempre almejaram ter mais poder e influência. Mas quanto mais alto se chega, mais isolamento você tem, porque muitas vezes os primeiros a negar os valores corporativos e a identidade daquela empresa são os membros do conselho administrativo, por exemplo”, continua o professor.

Pensando em justamente entender o mundo complexo em que vivem esses executivos, o estudo teve em vista os universos de negócios e de vida pessoal, focando em crenças e, principalmente, nos valores e modo de agir de cada um.

ALTO PREÇO

Uma das conseqüências claras da chegada à função é o alto preço que as responsabilidades cobram. E, muitas vezes, segundo o levantamento, o “personagem corporativo” se sobrepõe ao indivíduo, fazendo com que apareçam problemas como doenças, ausência na vida familiar, etc. O sedentarismo aparece no topo da lista das conseqüências mais nefastas para a vida pessoal – 70% das respostas. (veja mais abaixo)

ALERTAS

A pesquisa aponta também que, quanto à gestão da carreira, menos da metade dos entrevistados recorrem a profissionais especializados. Em geral, mencionam encontros informais, com duração irregular e sem programa estruturado. Para Léo Bruno, começa aí um dos principais reais problemas desses CEOs: não saber liderar. Ele enumera cinco valores pessoais que têm a ver com vida organizacional:

1º – Econômico (ligado a resultados)
2º – Teórico (ligado a lógica e razão)
3º – Político (poder de influência)
4º – Criativo
5º – Social

E ele explica sua preocupação: “Detectamos que os CEOs, atualmente, têm um perfil onde predomina o valor econômico. Então, a prioridade é resultado. Por último vem o social. Mas estamos na era da inovação, da criatividade e do conhecimento. E para que isso possa ser possível dentro das corporações, você tem de valorizar gente e criatividade, bem aquilo que os executivos menos valorizam. Logo, temos um problema.”

Portanto, a pesquisa mostra, sobretudo, que os grandes líderes, na verdade, ainda não conseguem ser realmente líderes. Ou apenas poucos o são de fato. “Uma liderança tem a ver com desenvolvimento humano, e o planeta tem poucos líderes. Se isso fosse mentira, nós não teríamos aí 4 bilhões, dos 6 bilhões de habitantes, fora do mercado de trabalho ou passando fome neste exato momento”, conclui o pesquisador, que deixa claro que o momento pede mais reflexão e aprendizado.

Veja abaixo como os CEOs responderam a algumas questões:

CONSEQÜÊNCIAS PARA A VIDA PESSOAL

Sedentarismo – 70%
Realizações adiadas – 54%
Problemas no relacionamento familiar – 39%
Comprometimento da saúde – 39%
Distúrbios no sono – 31%
Instabilidade emocional – 23%
Outros – 19%

GESTÃO DA CARREIRA

Projeto de continuação de carreira – 73%
Recorre a gerenciadores de carreira – 73%
Fonte alternativa – 65%
Plano B – 58%

RECURSOS UTILIZADOS PARA O DESENVOLVIMENTO PESSOAL E PROFISSIONAL

Leitura – 70%
Cursos – 70%
Networking – 55%
Participação em eventos – 23%
Grupos – 27%
Aconselhamento de carreira – 15%
Férias / acompanhamento familiar – 15%
Colocando em prática a experiência profissional – 12%

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About Francisco Eliciano

Francisco Eliciano é graduado em Administração de Empresas. É membro de Igreja Batista em Teresina-PI. Dá muito valor ao estudo bíblico. Sobretudo, ele é servo de Jesus Cristo. Escreve no Infosol desde 2008 juntamente com uma galera fantástica. Também colabora com o 'Ideias que Conecatm' uma página no facebook (facebook.com/iqconectam).

There are 2 comments

  1. Carla

    Amei o comentário da irmã Elzair, sobre a visita ao hospital, onde além de terem dado conforto ao irmão Luiz, levaram a Palavra, que foi semeada e encontrou terreno propício no quarto ao lado… É confortante, porque estimula a levarmos a Palavra, o louvor, o amor de Deus em todas as oportunidades. Porque Deus é quem sabe como fazer Sua vontade operar, basta agirmos e obedecermos.

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