Pensando fora do círculo – parte II

“O desejo de mudar para melhor é inato, contudo, muitas e muitas vezes é abafado porque se acaba percebendo que, para mudar, terá de enfrentar obstáculos, “subir montanhas”, encarar a dor, o sofrimento e, daí, termina por se acomodar”

Somos educados a pensar dentro de limites. Às vezes vivendo com amarras que nos levam ao consumo de drogas pela satisfação ilusória de quebrar essas correntes, ainda que momentaneamente. Mas a verdadeira mudança, a liberdade, a quebra de cadeias somente pelo Poder que há na Palavra de Deus, pelo Nome de Jesus.

É altamente recomendável ler antes a Parte I desta série. Para ler clique aqui.

Último parágrafo da Parte I: 

“…De qualquer forma, outros fatores contribuíram para forjar os muros de sua razão, daquilo que você considera como aceitável, possível e lógico. Todos nós tendemos a pensar dentro desse limite que circunscreve nossas ideias. O próprio organismo participa ativamente desse processo por meio de neurotransmissores (moléculas produzidas pelas porções terminais de neurônios e responsáveis pela transmissão dos impulsos nervosos, ou seja, mediadores químicos), mais precisamente um conhecido como orexina, que cuida para que seu pensamento seja racional, lógico, que esteja na sua consciência, ideias permitidas por você, que lhe pareçam naturais ou normais”.

Acontece que o ser humano, às vezes, se inconforma com essa situação e tem vontade de sair desse limite, pensar fora do senso comum. Esse ímpeto é natural; o desejo de mudar para melhor é inato, contudo, muitas e muitas vezes é abafado porque se acaba percebendo que, para mudar, terá de enfrentar obstáculos, “subir montanhas”, encarar a dor, o sofrimento e, daí, termina por se acomodar.

Podemos aqui arrematar: o processo de desenvolvimento como pessoa, o processo de expansão de nossas capacidades, exige dor! O sofrimento é parte inerente daquele que vive buscando dilatar seus limites. Limites que, em muitos casos, são nocivos, frutos de uma mentira. Enfim, não há mudança significativa sem dor.

Porém, é bem verdade que, alguns limites, são úteis para a boa convivência social, como o temor de transgredir alguma norma por medo de uma coerção, por vergonha etc.

"Não obstante, o desejo de agir, pensar fora dos limites que nos auto-impomos é tão forte e comum que muitos se entregam ao álcool e a outras drogas mais potentes a fim de se tornarem mais desinibidas"

“Não obstante, o desejo de agir, pensar fora dos limites que nos auto-impomos é tão forte e comum que muitos se entregam ao álcool e a outras drogas mais potentes a fim de se tornarem mais desinibidas”

Não obstante, o desejo de agir, pensar fora dos limites que nos auto-impomos (e aqui não me refiro a libertinagem) é tão forte e comum que muitos se entregam ao álcool e a outras drogas mais potentes a fim de se tornarem mais desinibidas.

E quem não gosta de se sentir leve, sem ansiedade e corajoso?

O consumo de álcool é imenso precisamente por ele possibilitar, mesmo que provisoriamente, a sensação de se desprender das amarras que impedem uma interação social fluente e sem os temores naturais relacionados a necessidade de ser aceito por seus pares, por um grupo ou pessoa. “Um lubrificante social”, assim definiu um personagem de um filme, as bebidas alcoólicas.

As drogas são soluções temporárias, de curto prazo, e eficazes contra a inibição, a tristeza, o desânimo, mas também um meio eficaz de lhe escravizar àquilo que se busca com seu uso.

O prazer passa a ser a única coisa que vai importar e, o que era apenas uma cadeia, passará a ser, pelo menos, duas. Não haverá meio termo, ou você usa as drogas ou vai sofrer pela ausência do prazer (a abstinência). Prazer este que ficará cada vez mais caro, mais eficiente e mais célere em levar seu escravo a sete palmos sob a superfície da terra.

Continua Parte III… (Terça: 03/02/09)

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About Francisco Eliciano

Francisco Eliciano é graduado em Administração de Empresas. É membro de Igreja Batista em Teresina-PI. Dá muito valor ao estudo bíblico. Sobretudo, ele é servo de Jesus Cristo. Escreve no Infosol desde 2008 juntamente com uma galera fantástica. Também colabora com o 'Ideias que Conecatm' uma página no facebook (facebook.com/iqconectam).

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