Não Trabalhe para Deus – II

Leia a primeira parte desse texto, clique aqui.

Sobre a analogia do oleiro e do barro, para ficar ainda mais claro, perceba a profundidade da comparação segundo o livro “Conhecendo Deus e Fazendo sua Vontade: “O barro deve fazer duas coisas. Em primeiro lugar, ser moldado. O barro deve responder ao oleiro, para que o oleiro faça dele o instrumento que desejar. Depois o barro deve fazer outra coisa – permanecer nas mãos do oleiro. Quando o oleiro tiver terminado de fazer o instrumento desejado, este mesmo instrumento não terá habilidade para realizar coisa alguma. É preciso permanecer nas mãos do oleiro. Suponhamos que o oleiro tenha moldado o barro em forma de copo. O copo deve permanecer nas mãos do oleiro, para ser usado da maneira como ele achar melhor”.

Para que Deus nos use em sua obra, como barro nas mãos do oleiro, é necessário um relacionamento com Ele, isso é o mais importante. A conseqüência de pular essa fase é trabalharmos para nossa própria honra e glória. Se isso for negligenciado de maneira ampla em uma igreja, ela se tornará apenas um palco para exibição de nossas habilidades. Eu sei. Eu canto. Eu toco. Eu falo. Graças a Deus. Será? “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então lhes direi claramente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade” (Mateus 7. 21-23). Priorizar o conhecimento de Deus em detrimento de trabalhar para Deus é fundamental e necessário para desenvolver uma intimidade real com nosso Senhor. Essa intimidade nos transformará verdadeiramente em servos. E quer saber? Não há qualquer possibilidade de Deus abrir exceções. Então observe e você entenderá que não há muitas opções. Ou se é servo de Deus ou servo de outra coisa.

Tom Carter, pastor da Primeira Igreja Batista de Dinuba, Califórnia, EUA, doutor pelo Seminário Teológico Westminster, deixa bem claro a razão pela qual ninguém neste planeta poderia reivindicar o privilégio de ser guiado por Deus, em todas as circunstâncias da vida, inclusive quanto àquele casamento que não sai, ou um namoro que não dá certo, ou quanto a investir seu dinheiro na Bolsa de Valores ou na poupança, sem a devida obediência a Ele precedida de uma aproximação real entre você e o próprio Deus. O pastor Carter, na página 139 de seu livro “13 Perguntas Cruciais que Jesus quer Fazer a Você”, diz: “Nosso Senhor leva-nos a desistir de nossa lealdade terrena, dos pecados que acariciamos e do controle de nossa vida. Mas Cristo foi muito além disso. Ele abandonou seu lar no céu. Abriu mão de seus privilégios reais, fez-se servo, tornou-se humano. Obedeceu ao Pai sempre, até a morte na cruz“.

O pastor Carter se baseou em Filipenses 2.5-8 para escrever esse trecho de seu livro. Acho muito importante que você leia esses versículos. Vou transcrever do versículo 5 ao 11 para que você se recorde da beleza do texto e o quanto significou, em sacrifício, termos Jesus entre nós: “Tende em vós aquele sentimento que houve também em Cristo Jesus,  o qual, subsistindo em forma de Deus, não considerou o ser igual a Deus coisa a que se devia aferrar, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz. Pelo que também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu o nome que é sobre todo nome; para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai“.  Esse é o tipo de texto que merece uma festa… sem hora para terminar. Outra passagem bíblica usada pelo autor, que completa a fundamentação, está em 2Co 5.21: “Aquele que não conheceu pecado, Deus o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus“.

Para finalizar, entenda algo fundamental: quando você tem um relacionamento de amor com Deus, você tem tudo. A Bíblia nos leva a essa conclusão. Deus está mais interessado nesse relacionamento do que naquilo que você pode fazer para Ele. Isso é tão importante que para permitir que pessoas pecadoras como nós tivessem comunhão com Ele, foi preciso que se pagasse um altíssimo preço: Jesus na cruz. E para você? O que está lhe custando ter comunhão com ele?

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