A Indústria da Difamação

Indústria da difamação ganha força entre pastores e grupos evangélicos midiáticos

Por Eliciano R.S.

Este poderia ser um texto imenso, caso fosse analisado o assunto com bastante profundidade. Porém, quero apenas ressaltar – como um alerta – que no Brasil se criou uma extensa e perniciosa rede de difamação através de diversas mídias (tv, rádio, internet). Alguns pastores com acesso à televisão usam esse meio para despejar inúmeras acusações de condutas imorais uns dos outros.

Um caso que podemos usar como referência dessa triste realidade foi quando o pastor Caio Fábio, em entrevista, acusou pastores como Silas Malafaia de prática de adultério dentre outros desvios de conduta. E foi além: convidou os “réus” a sentarem-se cara a cara com ele para desmentirem suas acusações. Segundo o próprio Caio Fábio, nem Malafaia, nem Jabes de Alencar, nem Edir Macedo – a qual disse ter recebido dinheiro do Cartel de Cali (cartel de drogas situado na região sul da Colômbia) para erguer sua Igreja Universal – teriam coragem sequer de processá-lo pelo que ele dizia, pois tinha testemuhas de tudo o que afirmava.

Em troca, aqueles alvejados pelas duras e sérias palavras de Caio Fábio, lembravam de seu adultério na década de 90, um caso que escandalizou o Brasil.

Fica a pergunta: essas denúncias são verdadeiras?

Mas os tiros não saem apenas de pessoas para onde se apontam holofotes. Recentemente, por meio da internet, o pastor Silas Malafaia foi alvo de críticas por uma suposta aliança com o apóstolo Renê Terra Nova um dos maiores representantes do movimento G12 no Brasil.

Segundo alguns críticos, tudo isso tem um pano de fundo: dinheiro. E muito dinheiro. Essa conclusão vem de certa forma fácil, quando se lembra o programa em que Malafaia lança flechas inflamadas contra o movimento G12, acusando-o de ser um sincretismo religioso onde se inclui budismo, espiritismo, outras seitas orientais e o uso de artifícios de manipulação mental. Soma-se a isso o fato do pastor Malafaia ser também um empresário, dono de editora, daí o interesse em se tornar “amigo” da Visão – termo usado pelos gedozistas para definir o movimento – a fim de ampliar seu mercado consumidor, haja vista o G12 estar espalhado como uma praga epidêmica.

Basicamente as afrontas giram em torno de questões financeiras. Fulano se “vendeu” a fim de conseguir algum benefício ou Fulano é ganancioso.

Foi assim também quando o Ministério Apascentar sofreu um cisma. De um lado a liderança da igreja acusando os “desertores” de quebra de contrato abertamente em programa de tv; de outro os “desertores” reclamando para si os direitos autorais de suas canções que a igreja entendia como ganância o que na verdade era um real direito. Hoje, os “desertores” estão por aí “Trazendo a Arca”. No meio disso tudo, pastores se metiam no assunto criticando duramente o grupo que reinvidicava seus direitos. Daí você pode imaginar a confusão…

Deixo aqui um versículo apropriado para o tema em 1 Timóteo 6.10: “Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores”.

Não deve nos interessar quem está com a razão nesses casos. Nosso cuidado deve ser em pedir ao Senhor que limpe toda a impureza dos líderes que utilizam mídia de longo alcance, pelo fato de que nesse meio um pequeno desentendimento pode causar um grande escândalo e isso prejudica a anunciação do Evangelho. E, além disso, atentar em conhecer as Escrituras “para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente” (Efésios 4.14). “E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição (2 Pedro 2.1)“.

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There are 2 comments

  1. Vivian

    é triste ver pessoas que exaltam seus pastores ou líderes como semideuses, e acabam sendo traídos por sua própria confiança excessiva, pois todos nós somos sujeitos a pecar, errar, falhar… Os nossos olhos devem estar fitos no autor e consumador da nossa fé.

    Porque nada há encoberto que não haja de ser manifesto; e nada se faz para ficar oculto, mas para ser descoberto. Marcos 4:22

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  2. Carla Soares

    Os versículos advertem, cabe a cada um vigiar, orar e buscar discernimento. Jesus nos disse que não julgássemos; mas nos ensinou a olhar os frutos. Que Deus nos guarde dos lobos disfarçados de ovelhas!

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