Séries Infosol: Missões – IV (final)

PAULO, O MISSIONÁRIO

“Por dois anos, permaneceu Paulo na sua própria casa, que alugara, onde recebia todos que o procuravam, pregando reino de Deus, e, com toda a intrepidez, sem impedimento algum, ensinava as coisas referentes ao Senhor Jesus Cristo”, At 28.30-31.

Por Ivonete Lopes

Leia a Parte I,  Parte II  e Parte III desta série.

O apóstolo Paulo teve um ministério muito intenso. Desde a sua conversão até aos dias de sua morte ele não se cansava de anunciar a Jesus. Realizou três grandes viagens missionárias, cujos resultados revolucionaram o cristianismo de então. Igrejas plantadas em muitas cidades, obreiros treinados para o seguimento do trabalho, despertamento entre os cristãos, igrejas produzindo igrejas, igrejas enviando missionários, igrejas participando financeiramente.

Era o seu ardor pela obra de Deus, a sua preocupação pelo homem sem Cristo que o levava a ir cada vez mais longe, e a fazer cada vez mais. Em Jerusalém, ao relatar os acontecimentos de sua terceira viagem missionária, Paulo diz que milhares se haviam convertido, At 20.20. Agora, e por causa do evangelho, ele se encontra preso em sua própria casa, mas a palavra de Deus não estava algemada. Ele sentia a grande carência espiritual do povo, mas não podia sair para falar. Então, ele continuava falando das maravilhas do evangelho àqueles que o visitavam, At 28.23. Foi assim durante dois anos, At 28.30-31.

PAULO PREGAVA O REINO DE DEUS

“O meu reino não é deste mundo…”, dissera Jesus, Jo 18.36 e o cuidado de Paulo era mostrar que o reino de Deus não era comida nem bebida, mas justiça e paz, e alegria no Espírito Santo”, Rm 14.17. Era preciso conscientizar os homens da temporalidade da vida. Era preciso mostrar-lhes que o reino de Deus tinha mais para oferecer do que comida e bebida. Jesus dissera que era preciso nascer de novo para entrar no reino de Deus, Jo 3.5 e que o reino de Deus está dentro de nós, Lc 17.21. O reino de Deus garantia um relacionamento eterno com Cristo, a partir da vida terrena. A mensagem era urgente e Jesus já tinha dito que o reino de Deus e a sua justiça deveriam ser buscados em primeiro lugar, Mt 6.33. Àqueles que o visitavam, Paulo pregava o reino de Deus. Ele não se reportava às suas atividades missionárias, aos seus sofrimentos, às dificuldades ou mesmo às alegrias do seu ministério. Ele não punha em evidência a sua própria pessoa, mesmo sabendo que o seu tempo estava chegando ao fim. O grande objetivo de Paulo era Jesus. Pregar Jesus a todos para que, pelo menos alguns, pudessem se tornar súditos desse reino. Jesus para todos, era a sua preocupação.

PAULO PREGAVA COM INTREPIDEZ E SEM IMPEDIMENTO

A palavra intrepidez significa bravura, coragem. Ninguém melhor do que Paulo para saber o que isto significava. Sua vida inteira de entrega a Cristo tinha sido marcada com atos de coragem. Ele chegou a dizer que trazia no corpo as marcas de Jesus, Gl 6.17. Cinco vezes recebera dos judeus uma quarentena de açoites menos um; fora fustigado com varas três vezes; uma vez apedrejado; sofrera três naufrágios; estivera preso e em perigo de morte. Chegou a sair de Damasco por cima do muro da cidade, dentro de um cesto, para não ser preso. A sua convicção dava-lhe esta intrepidez. Certa feita, em Corinto, diante da resistência dos judeus, Deus disse-lhe para que falasse e não se calasse, porque ele estava presente em sua vida, At 18.9-10. É a presença de Deus em nós que nos dá essa intrepidez para a realização de sua obra. Sem mim, nada podeis fazer, diz Jesus, Jo 15.5, mas comigo sereis mais do que vencedores, Rm 8.37, pois estarei convosco todos os dias, até a consumação dos séculos, Mt 28.20.

PAULO ENSINAVA SOBRE JESUS

Paulo sempre se considerara um instrumento de Deus. Recusou-se a ser tratado como o deus Mercúrio, em Listra, após a cura de um aleijado. “… vos anunciamos o evangelho para que destas coisas vãs vos convertais ao Deus vivo, que fez o céu, a terra, o mar e tudo o que há neles…”, At 14.15. Aproveitava todas as oportunidades para anunciar a Jesus. “Pois esse deus que adorais sem conhecer é precisamente aquele que eu vos anuncio. O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe, sendo ele Senhor do céu e da terra, não habita em santuários feitos por mãos humanas”, At 17.23-24. Em Corinto, “todos os sábados discorria na sinagoga, persuadindo tanto judeus como gregos”, At 18.4. “Ali permaneceu um ano e seis meses, ensinando entre eles a palavra de Deus”, At 18.11. Em Éfeso, “durante três meses, Paulo freqüentou a sinagoga, onde falava ousadamente, dissertando e persuadindo com respeito ao reino de Deus”, At 19.8. “Vós bem sabeis como foi que me conduzi entre vós em todo o tempo, desde o primeiro dia em que entrei na Ásia, servindo ao Senhor com toda a humildade, lágrimas e provações que, pelas ciladas dos judeus, me sobrevieram, jamais deixando de vos anunciar coisa alguma proveitosa e de vo-la ensinar publicamente e também de casa em casa, testificando tanto a judeus como a gregos o arrependimento para com Deus e a fé em nosso Senhor Jesus Cristo”, At 20.18-21.

Em Roma, foi permitido a Paulo morar por sua conta, tendo em sua companhia o soldado que o guardava. Estava em prisão domiciliar. Ali, durante dois anos, ele recebia “todos que o procuravam”, expondo em testemunho o reino de Deus, procurando persuadi-los a respeito de Jesus.

Quando pensamos em missões, devemos nos lembrar de que Jesus é para todos, independentemente das circunstâncias. Temos um mundo para conquistar; temos um país inteiro para alcançar; temos muitas cidades em nosso estado que ainda não ouviram as boas novas do evangelho; temos muitos missionários que já estão na linha da frente anunciando, com intrepidez, a mensagem da salvação. Mas precisamos fazer mais. Pensar missões é lembrar que a tarefa é de todos nós. Quer pregando, quer ensinando, quer orando, quer ofertando, quer indo, quer ficando, há espaço para todos que querem fazer alguma coisa. O dia é hoje, o momento é agora.

Jesus para todos. Proclamemos, com intrepidez, esta grande mensagem.

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There is one comment

  1. Manoel, ellen e familia

    Irmoes, devemos fazer a nossa parte, passamos muitas vezes por humilhacoes dos proprios irmoes na fe, mas o importante e seguir em qualquer situacao, Deus nos da a forca para seguir. Parabens irmoes pelos seus trabalhos, que Deus os abencoe.
    Manoel e Familia

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