Atentando para as Consequências

“Eu, O SENHOR, esquadrinho o coração, eu provo os pensamentos; e isto para dar a cada um segundo o seu proceder, segundo o fruto das suas ações.”(Jeremias 17:10)

Por Brunna Stella

Você já parou pra pensar que para todos os nossos comportamentos existem consequências? Pensou também em como essas consequências os controlam, ou seja, determinam sua probabilidade de ocorrência no futuro (próximo ou distante)?

A todo momento estamos nos comportando. Se penso, canto, caminho, respiro, danço, leio, choro, falo, estou me comportando. Isso é maravilhoso! O ser humano é um ser ativo no mundo em que vive e é, portanto, capaz de alterar as contingências ao seu redor ao mesmo tempo em que é afetado por elas. Você percebe, então, a dimensão em que podemos “operar” no mundo? E se somos mesmo responsáveis por tudo isso, logo, somos suscetíveis às consequências daquilo que fazemos ou deixamos de fazer. (Vide grifo no versículo acima do texto)

 A Palavra de Deus é bem clara quando afirma que o Senhor dará a cada um de acordo com aquilo que faz, com o seu proceder, com a maneira em que age.

 A Psicologia, e aqui me refiro especificamente à abordagem comportamental, corrobora com essa visão. Ela fala de seleção pelas consequências, a qual enfatiza a relação comportamento-ambiente. Em seu livro – Ciência e Comportamento Humano (1953/1994) – B.F. Skinner, precursor da abordagem comportamental (Behaviorismo Radical), fala de comportamento operante, que vem retratar que “as consequências do comportamento podem retroagir sobre o organismo. Quando isso acontece, podem alterar a probabilidade de o comportamento ocorrer novamente.” E ainda que se os comportamentos tiverem consequências positivas (forem reforçados), eles terão maior probabilidade de ocorrer futuramente; do contrário, se forem consequênciados negativamente (punição), terão menor probabilidade de nova ocorrência.

Embora não seja tão óbvio e simples quanto parece, os comportamentos são frutos de teias de relações e de múltiplas causalidades nem sempre publicamente observáveis. Assim, podemos fazer algo aparentemente sem explicação e até “inconsciente” (quando não somos capazes de perceber ou falar sobre). Embora seja bastante interessante caracterizar as causas das quais os comportamentos são função, enfatizaremos apenas as consequências e sua relação com a vida espiritual, ou seja, a posição de Deus diante disso.

 Para ilustrar, podemos lembrar  de alguns casos na Bíblia que tiveram consequências bem visíveis (sem análise minuciosa). A saber, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, que se recusaram a adorar a imagem que o rei havia feito. Tiveram como consequência de seus comportamentos, serem lançados na fornalha de fogo ardente. A posição de Deus diante disso, foi o livramento, nada de mau lhes sucedeu, pelo contrário, um anjo passeava com eles na fornalha que estava sete vezes mais acesa que o de costume. Um segundo exemplo, é o de Zaqueu, o publicano que subiu em uma árvore e o que consequenciou seu comportamento, foi ver Cristo. Recebeu sua atenção e a da multidão e ainda o teve em sua casa como visita. Podemos lembrar também de Saulo, perseguidor dos discípulos do Senhor e segundo as palavras de Cristo, a Ele próprio. Caiu por terra e ouviu a voz do Senhor, consequenciando-se a isso, ficou cego. Mas a obra do Senhor em sua vida foi grandiosa, de perseguidor passou a perseguido e apregoador do evangelho de Cristo. E por último de tantos outros, um filho mais jovem de dois irmãos, pediu toda sua parte na herança do pai ainda em vida e a gastou tudo. Dentre várias consequências, podemos observar a de não ter mais nada para comer, a humilhação de ter que guardar porcos e desejar comer o que eles comiam. Mas a posição de seu pai foi a de recebê-lo com alegria e com festa. Por tantos eventos frustrantes, muito provavelmente aquele rapaz não voltaria a cometer os mesmos atos ou coisas semelhantes.

 Uma analogia simplificada pode ser feita a respeito da postura de Deus diante de nossos atos, como a de que, para cada ação nossa existe uma reação de Deus. Alguns versículos tratam a respeito disso, como: “E isto afirmo: aquele que semeia pouco pouco também ceifará; e o que semeia com fartura com abundância também ceifará.” (2 Cor 9:6);  “Por isso, vos digo que tudo quanto em oração pedirdes, crede que recebestes, e será assim convosco.”(Marcos 11:24); “O meu povo está sendo destruído porque lhe falta conhecimento.”(Oséias 4:6 parte A)

De todas essas coisas, estejamos alertas para o que temos feito, para o modo como temos agido, diante de nós mesmos e das pessoas ao nosso redor, uma vez que sabemos que as consequências daquilo que fazemos retroagem sobre nós, e mais claramente, sofremos as consequências do que fazemos – aqui não me refiro apenas aos atos publicamente observáveis, mas aos que estão encobertos também, tais como pensamentos e sentimentos. “Assim, pois, cada um dará contas de si mesmo a Deus.” (Romanos 14:12)

Que o Deus de Paz exceda com misericórdia sobre nossas vidas!

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About Brunna Stella

Uma cristã que tem aprendido a viver uma aventura de cada vez, melhor dizendo, um dia de cada vez. Casada com Isaac Melo. Psicóloga, Analista do Comportamento, mestre em Educação Especial. Apaixonada por leituras diversas, pesquisas científicas e ama estudar.

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