Séries Infosol: Fé – III

“Não temas, crê somente”

Por Elzair P.R.S.

Quantas vezes já ouvimos e lemos essa frase bíblica, tão fácil de recitar, mas tão difícil de viver.

Lembro-me da história de Jairo, um dos principais da sinagoga, da seita dos fariseus, que estava com a sua filha única, enferma, já quase à morte. Este homem, mesmo sendo líder religioso e muito respeitado, vendo uma grande multidão e sabendo que Jesus andava com aquela multidão desprezou o seu credo religioso farisaico e colocou sua fé em ação, e com toda a humildade prostrou-se aos pés de Jesus e rogava-lhe muito, dizendo: “Minha filha está moribunda; rogo-te que venhas e lhe imponhas as mãos para que sare e viva”.

“E Jesus foi com ele, e seguia-o uma grande multidão, que o apertava”.

“E certa mulher que havia doze anos tinha um fluxo de sangue, e que havia padecido muito, ouvindo falar de Jesus, veio por detrás, entre a multidão, e tocou nas suas vestes. Porque dizia: Se tão somente tocar nas suas vestes sararei”.

Esta é a fé genuína que rompe as barreiras dos rituais judaicos, pois uma mulher judia com fluxo de sangue era considerada impura, e nem podia se aproximar das pessoas, quanto mais tocá-las.

Mas aquela mulher venceu todas as barreiras porque sua fé foi maior, e quando tocou em Jesus, logo se lhe secou a fonte de seu sangue, e sentiu no seu corpo estar já curada daquele mal.

“E logo Jesus, conhecendo que a virtude de si mesmo saíra voltou-se para a multidão e disse: Quem me tocou?”

“E disseram os seus discípulos: Vês que a multidão te aperta, e dizes: Quem me tocou?”

“Então, a mulher, que sabia o que lhe tinha acontecido, temendo e tremendo aproximou-se, e prostrou-se diante dele, e disse-lhe toda a verdade”.

“E ele lhe disse: Filha, a tua fé te salvou, vai em paz e sê curada deste mal”.

Voltemos para Jairo caminhando em direção de sua casa. Daria para imaginar a pressa daquele pai aflito? Quantos pensamentos, quantas indagações; quem sabe se perguntava: será que vale a pena chegarmos até lá? Quanto desespero, quantas dúvidas, quantos medos, quanta tristeza, quanta dor, quanto sofrimento, quantas aflições se passava naquele momento angustiante de espera sabendo que tinha deixado sua filha quase morta? E agora aquele que poderia salvá-la está ocupado com outro caso. Humanamente falando, para ele, pai de uma filha única à beira da morte, aquele caso seria sem grande importância, pois aquela mulher estava ainda andando e a sua filha no leito de morte.

Se formos imaginar o tempo que passou, o alvoroço que todo o povo fez diante de tão grande milagre, seria tempo demais para um pai angustiado e que não via a hora de chegar até sua única filha. Com certeza pensava Jairo: Como estará minha filha, será que ainda vive? E a Bíblia narra que estava Jesus ainda falando com aquela mulher, eufórica pelo milagre que recebeu, quando chegaram alguns dos principais da sinagoga, e disseram: “A tua filha está morta; para que enfadas mais o mestre?”

E agora a filha não está mais doente, e sim morta. “Quanto tempo demorou?”, quem sabe Jairo pensou.

Mas Jesus tendo ouvido aquelas palavras de desesperança, disse a Jairo: “Não temas, crê somente.”

E aquele homem se apossou daquelas palavras do mestre, ainda que sabendo estar morta sua filha. Ele creu que Jesus tinha poder para trazer à existência aquilo que não existe, a vida de sua filha, pois Ele é a própria vida.

E tendo finalmente chegado à casa de Jairo, viu-se o alvoroço dos que choravam muito e pranteavam. “E, entrando disse-lhes: Por que vos alvoroçais e chorais? A menina não está morta, mas dorme.”

Jesus sabia que aonde ele chegava a morte, a dor, o sofrimento e a desesperança daqueles que nele cressem tinha que sair.

“E riam-se dele; duvidando do que ele disse”, mas Jairo confiou e creu, embora todas as circunstâncias fossem contrárias. Jairo olhou e confiou em Jesus. “Porém Jesus tendo-os feito sair (os incrédulos) tomou consigo o pai e a mãe da menina e os que com ele estavam, a saber: Pedro, Tiago e João, entraram onde estava a menina jaz sem vida”.

“E tomando a mão da menina disse-lhe: Talitá cumí, que, traduzido, é: Menina, a ti te digo: levanta-te”.

“E logo a menina se levantou e andava, pois já tinha doze anos; e assombraram-se com grande espanto”.

Não temas, crê somente. Precisamos nos apossar com fé quando se nos liberam uma palavra profética de benção. Não ouvir aqueles que duvidam do poder infinito e misericordioso de Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, Pai de toda consolação.

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