Resisti ao diabo e ele fugirá de vós

Gênesis 25.29-34: “E Jacó cozera um guisado; e veio Esaú do campo, e estava ele cansado; E disse Esaú a Jacó: Deixa-me, peço-te, comer desse guisado vermelho, porque estou cansado. Por isso se chamou Edom. Então disse Jacó: Vende-me hoje a tua primogenitura. E disse Esaú: Eis que estou a ponto de morrer; para que me servirá a primogenitura? Então disse Jacó: Jura-me hoje. E jurou-lhe e vendeu a sua primogenitura a Jacó. E Jacó deu pão a Esaú e o guisado de lentilhas; e ele comeu, e bebeu, e levantou-se, e saiu. Assim desprezou Esaú a sua primogenitura”.

Mateus 4.1-11: “Então foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo. E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome; e, chegando-se a ele o tentador, disse: Se tu és o Filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em pães. Ele, porém, respondendo, disse: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus. Então o diabo o transportou à cidade santa, e colocou-o sobre o pináculo do templo, e disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus, lança-te de aqui abaixo; porque está escrito: Que aos seus anjos dará ordens a teu respeito, e tomar-te-ão nas mãos, para que nunca tropeces em alguma pedra. Disse-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus. Novamente o transportou o diabo a um monte muito alto; e mostrou-lhe todos os reinos do mundo, e a glória deles. E disse-lhe: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares. Então disse-lhe Jesus: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás. Então o diabo o deixou; e, eis que chegaram os anjos, e o serviam”.


O ser humano é frágil por natureza. Ainda que sejamos dotados de razão e raciocínio, em determinados momentos tais habilidades são ofuscadas por nossos instintos naturais.

Ainda que sejamos os únicos animais a saber de antemão que um dia iremos morrer, essa ideia não permeia nossa mente como um fato que entendemos, mas como um mero dado, ou seja, algo que sabemos, mas até que não haja risco de ocorrer, não nos preocupa.

Acordamos, comemos, trabalhamos/estudamos todos os dias com a certeza de que amanhã ainda estaremos vivos, apesar de, no fundo, sabermos que nada nos garante que estaremos vivos daqui a um minuto.

Mas então, o que nos faz viver com a perspectiva, ou esperança, de que amanhã, num novo dia, estaremos lá para vivê-lo? Talvez a comodidade de não ter a morte nos rondando. Ou ainda o fato de não estarmos passando necessidade alguma.

Porém, diferentemente de nós – eu, e muitos de vocês leitores – há pessoas que desde o nascimento até sua morte não vivem, mas sobrevivem. Alguns têm a plena consciência de que hoje é hoje, e amanhã é amanhã, e um não está definitivamente interligado com o outro. Pois hoje eu consegui sobreviver, mas e amanhã? Como será amanhã? Será que vai ser melhor? Ou vai ser pior? Ao menos eu vou acordar amanhã?

Infelizmente há muitas pessoas padecendo. Vemos várias delas na televisão, mas nunca temos a real noção de quanta gente padece. E essas pessoas vivem pelo instinto de sobrevivência: algumas chegam até a comer barro, ou mesmo, ainda com o coração partido, vendem seus entes queridos – geralmente seus filhos – na esperança de que eles tenham uma vida melhor, e de quebra, há o sustento mínimo para o dia.

Quando padecemos de fome ou sede, instintivamente faremos o possível para a nossa sobrevivência, e isso não nos deixa pensar no futuro, mas somente no agora. Não importa quais conseqüências terei de amargar no futuro, contanto que no dia de hoje eu sobreviva.

E é justamente sobre nossos instintos que o inimigo de nossas almas mais tem sucesso.

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About Evandro J.R. Silva

É Doutorando em Ciência da Computação. Convertido desde os 6 anos de idade, a partir dos 15 anos começou a ler e estudar a Bíblia autodidaticamente. É membro de uma Igreja Batista. Gosta bastante de jogos eletrônicos e de ler, principalmente sobre apologética e literatura fantástica. Tem como gosto musical preferido o metal sinfônico.

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