Envelhecer com Saúde

Por Maycon Estrela* 
Especial para o INFOSOL

Ana Ivanovic.Você tem mais de trinta e cinco anos? Se não, certamente, conhece alguém que já tenha essa idade! Será que você e/ou essas pessoas estão envelhecendo saudavelmente? 

Como se sabe o tempo não para! E o processo de maturação do organismo humano também não. Segundo Miller “o envelhecimento é um processo que converte adultos saudáveis em adultos frágeis, com reservas diminuídas em muitos sistemas fisiológicos e uma vulnerabilidade exponencialmente crescente para muitas doenças e para a morte” (Miller, 1993). Com o envelhecimento populacional, temos um aumento da prevalência de doenças crônicas e incapacitantes, uma mudança de paradigma na saúde pública. As doenças diagnosticadas num indivíduo idoso geralmente não admitem cura e, se não forem devidamente tratadas e acompanhadas ao longo dos anos, tendem a apresentar complicações e sequelas que comprometem a independência e a autonomia do paciente. A saúde não é mais medida pela presença ou não de doenças, e sim pelo grau de preservação da capacidade funcional.

Na verdade, o que está em jogo na velhice é a autonomia, ou seja, a capacidade de determinar e executar seus próprios desígnios. Qualquer pessoa que chegue aos oitenta anos capaz de gerir sua própria vida e determinar quando, onde e como se darão suas atividades de lazer, convívio social e trabalho (produção em algum nível), certamente será considerada uma pessoa saudável.

Abordando o impacto que o envelhecimento tem sobre a saúde e o bem-estar, constata-se que há declínios dramáticos que podem levar a danos físicos, psicológicos e sociais, às vezes irreparáveis.

São percebidas algumas modificações fisiológicas: a diminuição da capacidade aeróbica (aproximadamente 10% por década após a terceira década de vida); a diminuição da força (devido a perda de massa muscular); a diminuição de flexibilidade (capacidade de movimento articular); o aumento do percentual de gordura (consequência da perda de massa muscular e água intracelular que diminuem o gasto energético); a diminuição da frequência cardíaca (quantidade de batimentos em um minuto); o aumento da pressão arterial – P.A. (força propulsora que mobiliza o sangue); a diminuição da densidade óssea (fragilidade óssea devido a perda de água e sais minerais principalmente cálcio e fósforo). O aglomerado dessas modificações resulta em um fator psicossocial que, para o ser humano, é muito mais severo, a dependência.

Pensando em todos esses prejuízos decorrentes do processo de envelhecimento, que podem ser reduzidos, retardados e até reparados, não se pode prescindir de um programa específico de exercícios físicos, acompanhado e elaborado por um profissional de educação física capacitado. É que um dos principais objetivos da prática de atividade física, em qualquer idade, é prevenir a incapacidade e maximizar a independência de futuros idosos.

* Maycon Estrela é treinador pessoal. Graduou-se com distinção em educação física pela Universidade Estadual do Piauí. Atuante na área há oito anos, estagiou em várias academias de Teresina. Tem vários cursos de capacitação, dentre os quais: Prescrição e elaboração de exercícios físicos para hipertensos, diabéticos e idosos; Treinamento desportivo, musculação, nutrição desportiva e lesões no esporte; Musculação e Personal Training.

*As imagens que usamos para ilustrar este post são da tenista sérvia Ana Ivanovic.

Anúncios

Seu comentário:

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s