Newsweek: O Fim da América Cristã

Em 2009 a revista norte-americana Newsweek – que deixou de circular em papel desde 1º de Novembro deste ano – publicou uma matéria de capa que provocou muito debate nos Estados Unidos. O título da matéria era “The End of Christian America” (O Fim da América Cristã).

Segundo a revista, numa pesquisa, 68% dos entrevistados disseram que a religião está perdendo sua influência na vida americana. Quando dizem ‘religião’ estão se referindo principalmente ao cristianismo. Desde 1990 o número de pessoas que se dizem sem religião quase que duplicou, saindo de 8% para 15%. A principal região a agregar essas pessoas é o Nordeste, a mais rica dos EUA. R. Albert Mohler, presidente do Seminário Teológico Batista do Sul dos EUA, um dos maiores do mundo, disse que o mais triste nisso é o fato do Nordeste ter sido a fundação, a base da religião americana.

Mohler, em artigo publicado em seu site pessoal, lamentou pelo declínio mostrado na estatística assim como sua iminente consequência: “a queda de um país moldado e coberto pelo cristianismo”.

Ainda em seu artigo, Mohler diz que “uma cultura de mudanças está se realizando em torno de nós. Os contornos mais básicos da cultura americana foram radicalmente alterados. O chamado consenso judaico-cristão do último milênio, deu lugar a um pós-modernismo, pós-cristão, pós-crise da cultura ocidental, que ameaça o coração da nossa cultura”.

Ao referir-se ao termo citado por Mohler, “cultura pós-cristã”, Jon Meacham, autor da aludida matéria na revista Newsweek, escreveu: “Isto não quer dizer que o Deus cristão esteja morto, mas que Ele é uma força menor na política e cultura americana como em nenhum outro momento na memória recente do país. Para surpresa dos liberais – que temem o advento de uma teocracia evangélica – e para o desânimo dos religiosos conservadores – que têm esperança de ver sua fé expressa mais plenamente na vida pública – os cristãos vão agora ver uma diminuição na percentagem de sua representatividade na população do país”.

Meacham continua dizendo: “enquanto continuamos a ser decisivamente uma nação moldada pela fé religiosa, a nossa política e nossa cultura são, no geral, menos influenciadas por movimentos e argumentos de caráter explicitamente cristão do que eram até cinco anos atrás”.

O artigo segue mostrando as diferenças da influência cristã na época dos governos de George W. Bush e Bill Clinton comparando-a com a de hoje. Mas o texto também é sóbrio quando deixa claro que o fato de ter diminuido o número de cristãos não significa que aquele país esteja num momento pós-cristão, em discordância com Mohler. Cita a popularidade cada vez mais crescente do pentecostalismo e o aumento do número de católicos pela chegada de imigrantes hispânicos.

No geral, o que se percebe pela matéria, é que uma grande parte da nação está rejeitando que princípios bíblicos como a Criação ao invés da Evolução, a rejeição do aborto, questões relacionadas a drogas, como o álcool, não devem mais moldar as políticas públicas, sociais e culturais dos EUA.

Que não chegue o dia em que seja necessário que países como o Brasil – evangelizado em sua maioria pelos americanos – tenham que fazer pelos EUA o que eles fizeram por nós, começar do zero.

(Com informações do Huffington Post )
Texto revisado e republicado.
Publicado originalmente em 14 de Abril de 2009.

 

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About Francisco Eliciano

Francisco Eliciano é graduado em Administração de Empresas. É membro de Igreja Batista em Teresina-PI. Dá muito valor ao estudo bíblico. Sobretudo, ele é servo de Jesus Cristo. Escreve no Infosol desde 2008 juntamente com uma galera fantástica. Também colabora com o 'Ideias que Conecatm' uma página no facebook (facebook.com/iqconectam).

There are 6 comments

  1. Leônidas

    também concordo com o Leandro, pois está cada vez mais difícil a gente chamar a atenção das pessoas, inclusive no seio de nossa família quando tentamos comentar que o erro existe e, é preciso corrigí-lo mas ai vem os contras tentando a qualquer modo dizer que o errado que é o certo, e o certo que é o errado e, em consequencia tome a intolerância.

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  2. Evandro

    Essa secularização do ocidente é algo já previsto pela Bíblia e até mesmo por livros apócrifos. Não tenho dúvidas de que com o passar dos tempos, em nome da tolerância os cristãos sofrerão de intolerância, pois será o único grupo que, como sempre, teve e terá um padrão para acusar as coisas erradas que todos fazem. As pessoas cada vez menos suportam enxergar seus erros e para aliviarem para si acabam por entrar em conluio com outros grupos antagônicos somente para levantar a bandeira: me deixe fazer o que me der na telha. Pena que quando se ultrapassa os limites da liberdade, todo mundo sofre. O extermínio da humanidade via guerras, como muitos preveem, será apenas a consequência do relativismo moral e da tolerância avacalhada.

    A esperança que tenho é que nem todos os países se renderão a essa regressão que temos vivido.

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