Eu excluo, tu excluis… nós excluímos

É muito comum discriminarmos alguém. Muitas vezes a gente nem percebe, mas não porque seja uma coisa que role meio sem querer, mas sim por causa do costume. É que somos mesquinhos mesmo.

Pra não ficar muito feio, usamos a tal da afinidade. “É porque naturalmente não combinamos”, dizemos. “Ele(a) é chato demais”, quando às vezes é só o medo de perdermos a afetividade do nosso grupo para outra pessoa.

Bem, mas a afetividade não é excludente. Eu posso gostar muito de várias pessoas ao mesmo tempo, agora, daí a lembrar disso quando chega alguém novo no pedaço, quando as atenções são voltadas para ela ou ele, é um pouco difícil, é meio que uma sensação de se estar perdendo terreno.

O pior mesmo, no entanto, é quando sistematicamente e insistentemente eu, você, sua tia, seu pai, sua mãe, seu irmão, sua irmã, pastor (pastor?! Será?) exclui alguém por simples falta de vontade – pequeno esforço – de tentar criar com esse alguém um laço de amizade, compreensão, companheirismo só por uma questão de “não vou com a cara dela” ou porque, enfim, ela não se veste bem, é pobre, é tímida demais.

As tribos estão por aí. Estão nas igrejas também. Mas qual o problema disso? Só um: quando valorizamos mais o nosso grupinho – panelinha – em detrimento de alguém que esteja só, deixado de lado, não sendo avisado das reuniões, de encontrinhos, de festinhas por questões as mais ridículas imagináveis.

Onde se encaixa na nossa vida os versículos 11 e 12 de 1ª João 4: “Amados, se Deus assim nos amou, também nós devemos amar uns aos outros. Ninguém jamais viu a Deus; se nos amamos uns aos outros, Deus está em nós, e em nós é perfeito o seu amor.”

A coisa fica feia mesma, quando o grupo todo de uma comunidade já é pequeno e ainda tem gente que insiste em criar facções… eita, vá ser enjoada assim na …  Mas, porém, aqui estou, discriminando. É mais saudável olhar pra isso: “E, sobre tudo isto, revesti-vos de amor, que é o vínculo da perfeição” (Colossenses 3.14).

Converse com alguém que você vê já faz uns meses ou anos e nunca parou pra falar e quebre essa cadeia perniciosa. Com certeza alguma coisa vai mudar na sua vida.

Texto revisado e republicado.
Originalmente publicado em 5 de Maio 2009.
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There are 2 comments

  1. Carla Soares

    Texto pra refletir. A fim de evitarmos atitudes que, às vezes, não são de propósito. E se forem, que Deus nos dê sensibilidade e disposição para lutarmos contra isso… Cristo não tinha preferências, tinha apenas AMOR. É o que precisamos também.

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  2. Evandro J.R.S.

    Interessante o texto, mas devo acrescentar que várias das vezes quem nos exclui da sociedade somos nós mesmos. Afinal, como alguém que nem sabe que eu existo pode me excluir, ou mesmo me incluir? É importante quebrarmos várias da barreiras, inclusive a do pensamento unidirecional. Que tal analisarmos não só o que fazem conosco, mas também o que fazemos com/por eles?

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