Pecar ou viver uma vida sem graça?

Um erro comum desde Adão e Eva está em acreditar que a completa realização pessoal está ligada àquilo que Deus nos desestimula a praticar e, em muitos casos, deixa claro que se trata de pecado. É como se Deus fosse um estraga-prazer.

Além disso, é difícil perceber mesmo que a alegria e paz sustentáveis só encontramos quando resolvemos, por ato de vontade e por meio de oração, adotar aquilo que Deus nos prescreve como adequado para a vida humana. Esta, definitivamente, não é uma ideia das mais fáceis de assimilar, pois o caminho é estreito: “E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem.” (Mateus 7:14).

Eis aí dois pontos que, juntos, colaboram para a negação de Cristo, por todo o planeta, todos os dias. Primeiro, a compreensão equivocada de que o que é bom na vida é pecado e Deus não gosta. Segundo, a dificuldade em se chegar à compreensão verdadeira.

Mas, apesar de tudo, existe algo que, havendo a devida atenção, qualquer pessoa pode concluir, ainda que não aceite pra si mesmo: “o pecado não entrega o que promete”. Uma avaliação honesta da própria vida leva a esse entendimento sem maiores esforços.

Por outro lado, a vida oferecida por Deus é a única que, realmente, pode nos dar o que precisamos, mas que buscamos em coisas impróprias ou inadequadas.

Tudo isso, como disse antes, tem uma raiz comum: a tentação de Adão e Eva. É incrivelmente a mesma estratégia usada por Satanás desde o início da vida humana e que se resume assim: é possível ser feliz sem ser santo. Pra muitos isso soa muito estranho, porque o senso comum confunde santificação com deificação.

Sendo vigilantes, entretanto, poderíamos não ser vítimas dessa técnica manjada. Apesar disso, mesmo sendo antiga e manjada, ela tem tido sucesso no decurso do tempo, geração após geração.

Basicamente é projetada para as pessoas esta ideia: para alcançar a satisfação pessoal devemos realizar nossos desejos naturais e pessoais, sejam eles quais forem, desde que não se fira a ninguém.

É evidente que viver assim é muito mais fácil do que se adequar a alguns simples princípios, e o caminho mais fácil geralmente é o mais atraente (Mateus 7:13), contudo, o cristianismo é, antes de tudo, santidade, e não felicidade. Quem coloca a satisfação pessoal em primeiro lugar é, na prática, mais adepto do Wiccan Rede que do Cristianismo.

Por fim, é por esta via que entra o conceito de que tudo é relativo. O certo ou o adequado vai depender do que cada um aceita como legítimos meios satisfatórios de seus desejos e necessidades. Pronto. Está aí construído o abismo para uma longa e dolorosa queda, cedo ou tarde.

Deixo transcrito abaixo os dois versículos-chave desse texto:

“Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem.”

Mateus 7:13-14

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About Francisco Eliciano

Francisco Eliciano é graduado em Administração de Empresas. É membro de Igreja Batista em Teresina-PI. Dá muito valor ao estudo bíblico. Sobretudo, ele é servo de Jesus Cristo. Escreve no Infosol desde 2008 juntamente com uma galera fantástica. Também colabora com o 'Ideias que Conecatm' uma página no facebook (facebook.com/iqconectam).

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