O que define uma mulher?

De uns tempos pra cá tenho pensado em como a vida da mulher tem sido corrida e exigente. Penso até que as mulheres que tanto lutaram por seus direitos não conseguiram vislumbrar um futuro em que elas iriam fazer de tudo um pouco e que as funções não seriam discriminadas entre os sexos. As funções parentais, domésticas, os salários, os direitos de voz, de voto, a crença das pessoas de que as mulheres podem fazer e ser muito mais do que o imaginário limitado lhes poderia permitir pensar.

Hoje, eu ouço mulheres verbalizando: “Nossa! As mulheres não sabiam o que pediam quando brigavam por nossos direitos!” Essa fala pode ser interpretada como mais um grito da mulher no sentido de quem correu atrás de tantas coisas e parece que essa corrida não chega a um fim. O trabalho multiplicou e agora, aquela que antes cuidava da casa e dos filhos, faz essas duas coisas e ainda trabalha fora, cuida do marido, dá assistência afetiva a família, tem atribuições na igreja etc.

Existe ainda o tipo de mulher que se envolve no trabalho a ponto de ter consumidos: seu ânimo, seu lazer, sua disposição para os outros, seu tempo de oração e leitura da Bíblia, sua comunhão com a igreja, com os amigos, com a família, etc. Essa, talvez, seja a mulher construída pelas demandas exigentes dos dias atuais, auxiliada pelo pontapé histórico que o texto trouxe anteriormente. Pensando que esta é a mulher da modernidade – ou da pós-modernidade, como queiram interpretar – resolvi compartilhar algumas considerações que tenho aprendido com Deus.

Mulher, seus planos de crescimento pessoal estão inteiramente ligados ao profissional? Crescer na sua carreira é a primeira coisa que pensa quando alguém pergunta sobre seus objetivos na vida? Relações profissionais estão sendo mais valorizadas que as familiares? Longe de ser algo semelhante a uma chamada para autoajuda, quero informar que, provavelmente, esses são sintomas de alguém que precisa entender a necessidade de um equilíbrio entre si mesma e sua profissão, principalmente se a mulher de quem falo é uma cristã.

Passo a considerar dois pontos fundamentais:

  1. Muito embora as qualificações profissionais nos coloquem em um patamar elevado e as aspirações por subir cresçam cada vez mais, precisamos entender que empregados e empregadores passam, são temporários, terrenos e escapam por entre os dedos. Existem, entretanto, relações que são duradouras, as da família, por exemplo. Você sempre será filha dos seus pais e irmã dos seus irmãos. A ausência de investimento nessas relações não vale a pena. Tempo com a família, momentos juntos, afeto, carinho, elevam-nos a um comprometimento que chega a ser chamado de espiritual na Bíblia da Mulher (Sociedade Bíblica do Brasil, 2003). E se tempo com a família é vínculo espiritual, quanto mais será com Deus!!!
  2. A profissão compreende apenas uma parte da vida da mulher, de sua identidade. E agora, definitivamente a mulher não é o que ela faz, mas quem Ela busca ser em Deus, ou diante dEle. E esse ato de ser ou se transformar só pode ser explicado na medida em que existe um tempo relacional com Ele.

Este texto foi dificilmente escrito – na verdade, compartilhado – uma vez que me veio em um momento importante de dúvidas sobre o tema. Como Deus fala conosco de uma forma bem pessoal e única, esta foi a forma como eu recebi a palavra e sei que possivelmente ajudará outras mulheres a lembrarem que estão correndo atrás de algumas coisas e deixando outras.

Trabalhem, meninas, seja como for, em casa e/ou fora, mas sejam mulheres virtuosas, aquelas que em meio aos afazeres sabem quem são em Deus e não são definidas apenas pelo que fazem. E se o que você faz é algo que engrandece, faça mais, busque a Deus, Ele lhes fará ainda maiores!

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About Brunna Stella

Uma cristã que tem aprendido a viver uma aventura de cada vez, melhor dizendo, um dia de cada vez. Casada com Isaac Melo. Psicóloga, Analista do Comportamento, mestre em Educação Especial. Apaixonada por leituras diversas, pesquisas científicas e ama estudar.

There are 2 comments

  1. Brunna Stella

    Juliana, obrigada pela interação conosco.
    Acredito que esta é a angústia de boa parte das mulheres.
    Queremos sim, ocupar lugares altos e bem vistos, mas também carregamos uma quantidade enorme de atribuições e pensamos negligenciar umas coisas por outras.
    Penso em prioridades – Deus, familia, trabalho – nesta ordem. Aprendi a importância dessa sequencia a duras penas…vivo lutando para que esta realmente seja a sequencia que norteia minha vida.

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  2. Juliana

    Penso muito nisso… Em diversos momentos eu fico até um pouco irritada com essa luta feminina por um espaço no mercado, por ocupar os lugares mais altos nas corporações e deixando cada vez mais de lado a vida familiar. Gosto de trabalhar e ter minha independência financeira, mas pensar que os filhos que vou ter ou que meu marido serão negligenciados no processo me faz sempre repensar sobre o papel principal que quero desempenhar. Muitas vezes sou criticada por isso, mas na minha equação, quero que ser mulher e mãe seja sempre mais importante do que ser profissional.

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