A Homofobia de Levy Fidelix

Candidato Levy Fidelix (Fonte: La Urna)

Candidato Levy Fidelix (Fonte: La Urna)

O mais novo causo da imprensa brasileira é a [não] homofobia do candidato a presidência Levy Fidelix.

Estou escrevendo sobre esse assunto pelo fato do mesmo demonstrar o nível de intolerância do politicamente correto – ou melhor conceituando, a ditadura de opinião.

Não só no Brasil, mas em vários países do Ocidente, ultimamente as pessoas só podem exercer sua opinião caso ela esteja em concordância com o discurso do politicamente correto ultraprotetor de minorias e criminosos, e avacalhador da moral.

Um ponto chave desse discurso politicamente correto é colocar homossexuais e seus derivados numa categoria de intocáveis. Caso qualquer pessoa se disponha a falar um pouquinho mal do comportamento homossexual, ou diga abertamente que não quer se relacionar de qualquer forma – i.e., nem ter amizades – essa pessoa se torna um alvo público da fúria de todos, às vezes até daqueles que concordam com a pessoa.

Estamos, atualmente, fadados a ter somente uma opinião. O que foge disso é combatido ferozmente na mídia. A situação é tão grave que as pessoas nem sequer tentam entender o que foi dito, bastando apenas perceber que foi uma crítica. E se foi uma crítica, logo é algofóbico e o discurso passa a ter conotação de ódio.

Vamos então observar o que falou o presidenciável.

Em primeiro lugar, ele falou que dois iguais – ou seja, do mesmo sexo – não fazem filhos. TAUTOLOGIA!

O candidato continuou e disse que aparelho excretor não reproduz. OUTRA VERDADE. Nesse ponto, o único erro do candidato foi associar o ânus ao aparelho excretor. O ânus faz parte do sistema digestivo. O fim do aparelho excretor humano é a uretra. Entretanto, fezes são sinônimos de excrementos – pelo menos no vocabulário popular. Logo é muito fácil qualquer pessoa errar nisso. No fim das contas, o aparelho excretor, de fato, não serve para reprodução. Apenas no caso do homem, é que a uretra é o mesmo canal por onde passa o sêmen. Entretanto o normal é que a uretra do homem se prepare para exercer uma de suas funções — tornando-se mais ácido ou básico (alcalino). As duas funções deste canal são praticamente autoexcludentes, no sentido de o normal para o homem é não poder urinar enquanto o sistema reprodutivo está em funcionamento, e vice-versa.

Na sequência o candidato expõe sua opinião de que não se pode permitir à minoria gayzista se escorar na maioria do povo brasileiro e chama a si valores morais, definindo claramente sua posição, ao ponto de dizer que prefere perder voto, a ser dúbio. Junto aos valores morais que ele conclama, vem a parte religiosa. De repente ele associa homossexualismo a pedofilia. PARCIALMENTE CORRETO.

Ora, muitos casos de pedofilia foram homens abusando de meninos. Alguns gays famosos são conhecidos por fazerem apologia à pedofilia. Inclusive existe um vídeo onde um deles apresenta um museu erótico abraçado a uma estátua de um bebê do sexo masculino, nu. Os escândalos da ICAR, em boa parte, foram ao mesmo tempo escândalos de pedofilia e de homossexualismo, pois os padres estavam abusando de meninos. Então, não é completamente errado associar homossexualismo à pedofilia. Só não é possível argumentar que homossexualismo implica obrigatoriamente em pedofilia.

A próxima fala dele é completamente sensata. Ele diz que, caso seja eleito, não vai estimular o comportamento homossexual. O que estiver na lei, continuará como está. Ou seja, ele diz claramente que não vai retirar nenhum direito/privilégio que os gayzistas já conseguiram até agora!

Na sua tréplica, o candidato inicia dizendo que, sendo o homossexualismo estimulado no Brasil, a população seria reduzida pela metade. Apesar de que não existe nada que possa endossar essa opinião, é opinião dele, deduzida do fato de, estimulada a união homossexual, menos filhos são produzidos, logo a taxa de natalidade se reduz ainda mais, enquanto a taxa de mortalidade continua. Os presentes inclusive riem dessa afirmação – e não é a primeira vez que se manifestam com risos. O candidato finaliza por dizer que o gayzismo na Av. Paulista é feio. OPINIÃO dele. Pronto. Ele tem o direito de achar feio!

O candidato então começa a finalizar sua fala dizendo que devemos enfrentar essa minoria. O contexto é óbvio, e o enfrentamento a que ele se refere é político e moral. E ele finaliza dizendo que gays sejam atendidos psicologicamente, mas bem longe.

Ora, os próprios gayzistas proíbem que homossexuais, caso queiram, procurem atendimento psicológico para tratarem de sua sexualidade e terem ajuda para serem heterossexuais. Prova disso foi a luta contra o projeto de lei maldosamente apelidado pela mídia como cura gay. No Brasil só é permitido uma pessoa ser atendida por um psicólogo, no caso de querer assumir sua homossexualidade. Mas se, de própria vontade, a pessoa queira reprimir, não pode.

E por fim, a última fala dele, é perfeitamente concebível num país democrático. Ele apenas deixou clara sua posição de que prefere não ter homossexuais próximos a si. Quem vai obriga-lo? É direito dele! E os presentes novamente se manifestam com risos, e ninguém, NINGUÉM, se manifesta contra ele ali.

Isso tudo mostra que a fala do candidato passou longe de ser homofóbica. Agora várias entidades estão entrando na justiça contra ele. Isso mostra a doença que se instaura no Brasil por causa do politicamente correto. A Dilma dizer que tem que pegar leve com um grupo terrorista que vem decapitando, mutilando, crucificando, estuprando e torturando pessoas, é opinião. Agora o Levy Fidelix dizendo que um casal homossexual não é família porque não se reproduz, e quer combate-los na política e prefere se distanciar – mas não segregar – é o fim do mundo!

Enfim, os dados mostram que o analfabetismo diminuiu. Mas do que adianta saber ler, se ninguém lê, nem aprende a interpretar o que lê/ouve? Além disso, de que adianta falar de democracia e liberdade de opinião, se as mesmas só são exercidas quando a opinião emitida é politicamente correta?

Este é o Brasil do PT – que foi apoiado pelos demais partidos de esquerda, entre eles o próprio PSOL. O Brasil que afunda. O Brasil que se perde. O Brasil que se torna cada dia mais desesperador.

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About Evandro J.R. Silva

É Doutorando em Ciência da Computação. Convertido desde os 6 anos de idade, a partir dos 15 anos começou a ler e estudar a Bíblia autodidaticamente. É membro de uma Igreja Batista. Gosta bastante de jogos eletrônicos e de ler, principalmente sobre apologética e literatura fantástica. Tem como gosto musical preferido o metal sinfônico.

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