O que significa ser cristão?

Essa pergunta teve muitas respostas ao longo dos séculos desde a fundação do cristianismo por Jesus Cristo, se é que Jesus fundou uma religião, essa é uma outra questão. Pra começar o termo “cristão” não foi uma designação dos cristãos para si mesmos, mas pelos de fora, mais como algo pejorativo do que qualquer outra coisa.

Os seguidores de Cristo se designavam apenas discípulos do Mestre. Então, no início de tudo, ser cristão era pura e simplesmente ser discípulo do Mestre Jesus. Isso não é uma realidade comum em nossa cultura ocidental. Quem poderia dizer que tem um Mestre a qual siga? Hoje em dia temos pessoas famosas por algum talento ou dom que têm fãs, mas isso não se compara à relação de um discípulo com seu mestre que era muito mais pessoal e íntima, além do compromisso ser muito mais forte e íntimo. O que quero dizer é que o discípulo não somente admira o seu mestre, mas está disposto a fazer tudo que ele faz não importa o preço. É um investimento para a vida toda, que se refletirá em todas as escolhas que fizer, mesmo as menores que sejam. E não somente uma admiração passageira e juvenil.

Não foi à toa que foram chamados de cristãos pelos de fora, porque Cristo era a razão e o modelo do que faziam, eles levaram a um outro estágio o ser discípulo, pois estavam dispostos a deixar tudo e sacrificar tudo para seguir a Cristo e o caminho que ele mostrou. E isso era o que eles, na verdade, se designavam: seguidores eram do “Caminho”. E o caminho era mais que uma estrada a seguir, mas uma pessoa a seguir, um modelo para imitar.

E hoje, o que significa ser cristão? Para muitos que se autodenominam assim quer dizer qualquer coisa, menos seguir alguém. O cristianismo de alguns não tem muito a ver com Cristo, o que é compreensível pela quantidade de modelos religiosos existentes hoje. Acredito que a resposta está mesmo no começo de tudo, pois o homem é especialista em distorcer a verdade e não em purifica-la. Assim é mais fácil haverem acrescentado coisas desnecessárias ao verdadeiro cristianismo do que terem o tornado melhor do que era. Mas uma coisa é certa, há uma grande diferença entre o que os primeiros cristãos faziam e o que muitos dos cristãos de hoje fazem.

Para muitos ser cristãos é buscar prosperidade financeira; para muitos é encontrar solução para todos os problemas e o sofrimento que eles trazem; para muitos é fazer sacrifícios e penitências para alcançar perdão; para outros é encontrar paz e alívio; para ainda outros é mais um ambiente sadio e compromissos sociais para participar. A verdade evidente é que ser cristão deixou de ser um relacionamento de um discípulo com um mestre, um relacionamento bem pessoal de submissão, onde o mais importante é fazer tudo conforme ele fazia.

Se é isso que os primeiros cristãos faziam, fazer o que seu mestre fez, as coisas ficam bem mais simples para nós que queremos ser cristãos hoje em dia. Não digo mais fácil, repito não é mais fácil porque o preço de ser discípulo é alto, o próprio mestre advertiu: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me” (Mateus 16.24). É simples e claro, é só seguir o Mestre, olhar o que ele fez e fazer igual. Essa verdade nos levará necessariamente a uma crise, pois veremos que muito do que fazemos hoje não tem muito a ver com o que Cristo fez e exigirá uma nova limpeza do templo e uma nova reflexão sobre os mandamentos dados por Deus e os mandamentos criados pelo homem. Pensemos nisso, será se estamos fazendo isso certo?

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