Então [nem sempre] é Natal

Está chegando o Natal. Temporada chuvosa em algumas regiões do hemisfério sul da Terra. Inverno no hemisfério norte. Um período onde os corações estão mais suscetíveis à caridade. Um período hipoteticamente mais alegre. Um período que os lojistas adoram. Um período de presentes. Um período muito bom para boa parte de nós. É um período cuja normalidade é ser feliz.

No dia 25 de Dezembro comemoramos o nascimento de Jesus Cristo, filho de Deus, nascido de uma virgem, e que veio ao humano para nos dar a Sua paz, e a salvação. Mas nem sempre foi assim.

A real origem do Natal ainda é incerta. Mas é possível arriscar palpites que, por enquanto, são tratados como as mais prováveis origens. E duas das mais prováveis são Yule e Saturnália.

O Yule é uma celebração religiosa de povos germânicos, pagãos, pré-cristãos. A festa durava 12 dias. Começava no fim de Dezembro e se estendia até o início de Janeiro, abrangendo o Solstício de Inverno. Fazia parte da festa: banquetes, bebidas e sacrifícios. É importante lembrar que a festa tinha caráter religioso, com dedicações a deuses nórdicos, na esperança de vitórias, poder, boas colheitas e, se possível, paz. Havia também indícios de ligações do Yule com acontecimentos sobrenaturais.

A segunda origem é a Saturnália. Desta vez o povo em questão eram os romanos, que honravam ao deus Saturno, começando em 17 de Dezembro e se estendendo até 23 de Dezembro. Havia grandes banquetes e sacrifícios. As comemorações eram pelo fim do ano agrário e religioso. Também se comemorava as expectativas pela vinda do ano novo e expectativas de boas colheitas. Ainda relembravam os tempos da Idade de Ouro, em que havia abundância e igualdade. Um costume interessante na Saturnália era a visitação e troca de presentes entre amigos.

Estas duas festas acabaram por ter um fim — ou quase chegaram ao fim, no caso do Yule. Com o crescimento do cristianismo e a força da Igreja Católica, várias dessas festas pagãs foram sendo deixadas de lado e sendo substituídas por uma comemoração ao nascimento de Jesus. Mas uma coisa que é difícil de substituir é uma tradição. Por isso vários elementos das tradições pagãs continuaram no Natal, como também boa parte de sua simbologia.

A tradição então sofreu mutação, e o que antes eram festejos pagãos, teve mudado pouco de seu ritual e mais o seu motivo. As nações agora comemoravam um festejo cristão. Algumas pessoas inclusive afirmam que o motivo do Natal ser nessa data, foi facilitar a conversão dos pagãos pela Igreja Católica.

Então, pelas proximidades aos ritos pagãos, o Natal, através dos séculos, sempre foi alvo de várias críticas. Mas são poucos os que resistem a um bom feriado, regrado a comilança, bebidas, trocas de presentes, e um contágio de alegria. Portanto, independente das críticas, o Natal continuou firme e forte. O retorno financeiro e o clima de festividade são tão contagiantes que são poucos os que de fato querem extinguir esta data. Porém ainda não faltam aqueles que criticam os motivos e, portanto, sugerem mudanças.

As críticas que antes eram mais comuns vinham de cristãos. Sua crítica residia justamente na sobrevivência de símbolos e rituais pagãos, como também de sua origem. Atualmente quem tem tomado para si a tarefa de criticar o natal por causa do paganismo são os neopentecostais. Mas ainda outro grupo vem começando a chamar atenção. São os ateus radicais, que abominam veementemente qualquer menção religiosa vinda do Estado. Agora querem mudar o Natal para apenas uma festa regular de maiores proporções, mas sem qualquer vínculo religioso.

Enquanto os ateus e cristãos mais radicais ainda não conseguem extinguir o Natal, podemos usar de nosso bom senso. Todos aqueles que acreditam em Deus devem aproveitar a data e a liberdade que tem para agradecê-lO com grande empenho e sinceridade — não apenas participando de banquetes, amigo-oculto e ceias, mas também realizando doações e ajudando ao próximo; dando vida à sua fé. Aqueles que não acreditam em Deus podem também utilizar este período para reflexões e externar o que têm de melhor dentro de si. Até mesmo participar de festas entre religiosos. Garanto-lhes, é muito bom. De repente você pode até se converter.

Enfim, independente da origem, e do que sobreviveu da origem, nós cristãos devemos aproveitar esta data especial como um catalisador para a salvação de novas almas, e aproveitar o clima contagiante para nos dispormos diante de Deus com novos compromissos e a tomada de atitudes que nos revelem verdadeiros cristãos!

Feliz Natal a todos vocês! Que Deus, que enviou Seu filho unigênito, para a nossa salvação — toda a glória, honra e louvor a Deus por isso! — vos abençoe e vos dê paz!

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About Evandro J.R. Silva

É Doutorando em Ciência da Computação. Convertido desde os 6 anos de idade, a partir dos 15 anos começou a ler e estudar a Bíblia autodidaticamente. É membro de uma Igreja Batista. Gosta bastante de jogos eletrônicos e de ler, principalmente sobre apologética e literatura fantástica. Tem como gosto musical preferido o metal sinfônico.

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