Quando ser correto é pecado!

“Obedeçam-lhes e façam tudo o que eles lhes dizem. Mas não façam o que eles fazem, pois não praticam o que pregam”.

Mateus 23:3

No segundo dia deste ano, enquanto realizava minha caminhada de fim de tarde, o Senhor me trouxe à memória a passagem bíblica onde Jesus era interrogado pelos fariseus sobre o caso da mulher adúltera e como ele os fez retroceder em seus atos de querer apedrejar a mulher e culpa-lo de assassinato, ao mesmo tempo em que ensinou, através do perdão, a pecadora a não mais errar.

Essa passagem demonstra o caráter amoroso e perdoador de Deus, uma vez que Ele, Jesus, veio primeiramente para salvar e não para julgar. Nosso Senhor em momento algum apontou para os erros dos homens e mulheres que o procuravam e sim os perdoava, curava suas enfermidades, na meta de cumprir as ordens do Pai que era de cuidar dos doentes, dos cansados e dos necessitados.

Isso significa que o verdadeiro cristão deve imitar a Jesus na sua bondade e humildade. Ele, em nenhum momento, se considerou superior – sendo o maior – mas serviu entregando-se à morte para que tivéssemos vida em abundância. Entretanto, o que vejo nos últimos dias é um apelo a religiosidade e a comportamentos considerados corretos sem incentivo algum para amar e cuidar da alma perdida. Irmãos que pregam a santidade, mas não exercitam o amor em cuidar da ovelha perdida.

Por essa razão, de nada adianta ser “perfeito” (ir à igreja todos os dias, dar o dízimo ou participar de ministérios)… sem amar o seu próximo de nada valerá suas atitudes.

Os fariseus eram assim, pregavam a santidade e realizavam todos os ritos, conheciam a palavra de Deus, entretanto, apontavam para as prostitutas, leprosos bêbados, dentre outros, considerados como impuros, inferiores a eles. Jesus ao contrário, perdoou e salvou a vida da mulher adúltera, andou e conversou com os pecadores, comeu na casa de Zaqueu, um ladrão cobrador de impostos, tocou em um leproso e no esquife do filho morto de uma viúva, tudo isso, para mostrar que o verdadeiro amor não está apenas em cumprimento de ritos e sim na expressão do cuidado ao seu próximo.

Por essa razão, de nada adianta ser “perfeito” (ir à igreja todos os dias, dar o dizimo ou participar de ministérios), pois sem amar o seu próximo de nada valerá suas atitudes.

Diante dessa realidade, a Igreja precisa estar de portas abertas para a alma perdida que precisa encontrar a paz que excede todo entendimento que habita em cada um de nós que fazemos parte do corpo de Cristo, pois a verdadeira santidade significa ser diferente, em amar, respeitar, cuidar dos necessitados e obedecer ao Senhor.

“O maior dentre nós deverá ser servo”. Mateus 23:11”

Feliz 2015!

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About Yara Regina

Assistente Social, formada pela Universidade Federal do Piauí, pós-graduada em Gestão Social com habilitação em Docência do Ensino Superior, é natural de Teresina Piauí, mora atualmente em Cavalcante - GO, é assessora de gabinete da Secretaria Municipal de Assistente Social. Como cristã é ministra de louvor, professora de classe de crianças e também cooperou como assistente social na Instituição Centro Integrado da Criança e do Adolescente Cordeiro do Reino - CINCACRE, durante 07 anos e escreve para o Infosol e para o blog pregandocomamusica.blogspot.com.br. Recentemente, está se congregando na Igreja Presbiteriana do Brasil em Cavalcante. Principais livros: Bíblia e Crônicas de Narnia Principal atividade: música ( canto)

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