A Origem da Páscoa

Muito diferente de comer peixe na sexta e durante duas a três semanas se fartar de chocolate em formato de ovo — pelo menos era assim até ano passado — a Páscoa é um marco para os judeus e um marco duplo para os cristãos.

Já vi — para mim a primeira vez nessa época — associarem a páscoa a um rito pagão. De certa forma, o mito pagão cai bem como uma explicação para o porquê do tal coelho e os ovos. Mas a Páscoa, em si, é muito mais que isso. Na verdade, não é nada de coelho e ovos, mas sim um mover poderoso de Deus para com seu povo.

A origem da Páscoa se dá quase na saída dos Hebreus do Egito, pouco antes da última das Dez Pragas. No livro de Êxodo, capítulo 12 é possível ver claramente que Deus, através de Moisés e Arão, instrui a todo o povo de Israel a sacrificar um cordeiro — um para cada casa. O sangue do cordeiro deveria então ser espalhado nas laterais e nas vigas superiores de cada porta. O cordeiro deveria ser consumido e todo o povo deveria estar pronto para partir, após a festa — inclusive, neste capítulo já existem algumas diretrizes para uma festa anual e memorial.

Aconteceu que na noite em que comeram o cordeiro, um anjo do Senhor passou por aquela região, e toda casa que não havia sido marcada perdeu fatalmente o seu primogênito. Esta foi a última praga, e o estopim para que os egípcios finalmente libertassem os Hebreus da escravidão, que já durava centenas de anos.

Tão grande livramento, tão grande mover de Deus, se tornou como data memorável para Israel, sendo marcado este como o começo do ano para eles. E a Páscoa deveria ser uma festa perpétua em memória de tão grande livramento.

Este foi o marco para os judeus.

Alguns milhares de anos depois veio o segundo marco, para os cristãos — uma vez que também reconhecemos o primeiro marco. Na mesma época em que se comemora a Páscoa, Jesus, o Filho de Deus, foi morto e ressuscitou.

No primeiro marco, o sangue de um cordeiro serviu como a marca que salvou a nação eleita por Deus. No segundo marco, o sangue de Jesus, o Cordeiro de Deus, é a marca que salva todo o povo de Deus, de todas as nações.

Portanto, para os cristãos, a Páscoa recebeu um motivo a mais para a festa, pois não somente nesta data houve um poderoso livramento de uma nação, mas todos nós podemos receber a Graça de ser livres da perdição. O sacrifício e a ressurreição de Jesus pagou todo o preço de morte que era contra nós, e agora somos livres, e salvos.

Por isso, toda honra, glória e louvor sejam dadas ao Rei dos Reis, Jesus, o nosso Senhor, Filho de Deus, que nasceu de uma Virgem e deu Sua vida para pagar os nossos pecados, mesmo nós não sendo merecedores, mas ao mesmo tempo sendo completamente amados. A nossa vida, e adoração, somente a Deus!

Anúncios

About Evandro J.R. Silva

É Doutorando em Ciência da Computação. Convertido desde os 6 anos de idade, a partir dos 15 anos começou a ler e estudar a Bíblia autodidaticamente. É membro de uma Igreja Batista. Gosta bastante de jogos eletrônicos e de ler, principalmente sobre apologética e literatura fantástica. Tem como gosto musical preferido o metal sinfônico.

There are 6 comments

  1. Fábio

    Evandro

    Acredito que devemos sim nos juntar e agradecer pelo sacrifício e também pela ressurreição de Jesus. Deveríamos fazer isso todos os dias, aliás.

    Mas levantei a questão porque estava pesquisando a celebração da páscoa à luz da bíblia, e vi que ela é uma “celebração” entre aspas porque diferentemente da Santa Ceia, não existe uma ordenação para ela, nem uma relação da páscoa com a ressurreição de Cristo propriamente dita (biblicamente falando).

    No fim, acho que é mais uma festa comercial que comemoramos, tal como o natal, ano novo, dia das mães, etc.

    Obrigado pelo retorno e pela paciência. E parabéns pelo site, que é MUITO interessante!!!

    Curtir

    1. Evandro Rocha e Silva

      Olá Fábio. Exatamente como você disse. Essa celebração a mais, pode ser vista como uma festa comercial. Vide o apelo a Ovos de Chocolate nesses tempos! (rs)

      Obrigado pelo elogio! A Paz do Senhor!

      Curtir

  2. Fábio

    Tenho algumas dúvidas com relação à Páscoa e nós cristãos.
    O primeiro ponto é que eu não sou judeu, portanto a festa não foi ordenada para mim (Ex 12:3 e Ex 12:43). E se eu quisesse participar, então eu deveria fazer isso direito: imolar um cordeiro, comer os pães sem fermento e as ervas amargas durante os 7 dias. Sem contar que por não ser judeu eu teria de ser circuncidado (Ex 12:48). Aí estaríamos sobre a lei, e não mais sobre a graça.
    E o segundo é que na noite em que Jesus foi morto, e era Páscoa, ele instituiu a Santa Ceia como novo testamento do sangue dEle, como anuncio da Sua morte, e não da sua ressurreição (1Cor 11:26). E à partir desse novo testamento, aquela ordenança anterior não faz mais sentido, pois Jesus foi o sacrifício perfeito e anulou toda a lei.
    Minha familia se reúne no domingo de Páscoa para um almoço, mas não faz muito sentido uma “comemoração” dessa data, pois a Santa Ceia nos foi deixada para nos lembrarmos da morte de Cristo, e a Páscoa nada tem a ver com Sua ressurreição. Seria meio que voltar aos rudimentos fracos e pobres dito em Gálatas 4:9-10.
    Faz sentido?

    Curtir

    1. Evandro Rocha e Silva

      Olá Fábio,

      O Sacrifício de Jesus não faria sentido se Ele não houvesse ressuscitado. Afinal, a ressurreição dEle é o um dos cernes de nossa fé (1 Coríntios 15.16). Ao mesmo tempo isso não faz do sacrifício algo inútil. Tanto o sacrifício quanto a ressurreição fazem parte, então, do mesmo pacote, pois Jesus pagou o preço pelos nossos pecados, e tendo o poder da vida Ele nas dá pela Graça. Se Ele não tivesse ressuscitado, como saberíamos que o sacrifício foi de fato consumado? Poderia simplesmente ter sido um homem morto. Mas como Cristo ressuscitou, nós sabemos que nEle está o poder e a vida.

      E uma vez que não comemoramos a Páscoa judaica, não estamos de forma alguma voltando à lei. Antes comemoramos o ato amoroso de Cristo como um todo. E por mais que Jesus tenha nos deixado somente a Ceia como um ato memorável, nada nos impede de nos juntarmos e agradecermos não somente o sacrifício (com a santa ceia), como também a ressurreição (num almoço em família).

      Curtido por 1 pessoa

Seu comentário:

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s