Direitos Humanos e Militânica Gayzista, uma combinação perigosa

Um dos assuntos do momento: a tal da travesti espancada na cadeia. Depois das fotos do mesmo — da mesma? Enfim… — com os seios expostos e rosto bastante machucado, várias pessoas ligadas aos Direitos Humanos vieram em defesa da pobre coitada travesti que com certeza deve ter apanhado por causa de sua sexualidade. Lançaram até a campanha #SomosTodosVeronica.

Mas quando vamos ver tudo o que se passou para que Verônica — a travesti que apanhou na cadeia — chegasse até aquele ponto observamos um absurdo de valores invertidos. Pela tal da causa — seja qual for a causa — vale tudo, para alguns indivíduos. E para os Militantes Gayzistas dos Direitos Humanos vale mais defender, ajudar e pedestalizar uma travesti criminosa para a visibilidade da causa — porque ela apanhou de homens —, do que prestar qualquer tipo de apoio à Beatriz, outra travesti que apanhou de Verônica, mas não apanhou de nenhum homem.

Para eles Verônica vale mesmo muito mais que a senhora Laura de 73 anos que quase foi morta por Verônica, espancada. A senhora não morreu, mas “está com o nariz e um braço quebrados, várias marcas roxas pelo corpo, ligamentos das pernas rompidos e dezenas de pontos no couro cabeludo, após passar por uma cirurgia para tratar um traumatismo craniano. Ela ainda perdeu todos os dentes da parte superior da boca”. E dane-se o carcereiro que ficou com metade da orelha. A Verônica apanhou. Não importa o porquê, só importa que apanhou. E essa surra vai pras estatísticas de homofobia. Com certeza!

Para quem ainda não entendeu direito a história, vou resumi-la.

Um belo dia, Verônica, a travesti em evidência, bate na porta do apartamento de uma senhora de 73 anos. A senhora abre a porta e passa a ser agredida. Outra travesti, chamada Beatriz, vem em socorro da senhora, e desse confronto acabam por sair do apartamento. A senhora aproveitou para trancar a porta, mas Verônica voltou, arrombou a porta e atacou novamente a senhora.

Verônica então foi presa, e lá na cadeia começou a se masturbar, na frente de todos. Os outros detidos começaram a reclamar, até que um carcereiro foi intervir. Houve então mais outro confronto, e o carcereiro teve parte de sua orelha rasgada. As fotos que mostram a travesti revelam que ela é um homem alto e com certeza não é fraco(a). Da forma como estava descontrolada era impossível que essa história não acabasse mais ou menos do jeito que terminou, um triste fim.

Mas o mais triste mesmo não foi a surra que Verônica levou. O mais triste é que pessoas da nossa sociedade estão fazendo campanha para inocentar Verônica apenas por questões sexuais. O mais triste é o avesso da moral e do bom senso que as pessoas estão alcançando para lutar por uma causa — e esse tipo de militância imoral suja a honra da causa, isto é, se a causa tem alguma honra. E lá atrás, há alguns anos muito já se avisou que coisas do tipo viriam.

Enfim, levando em conta o histórico que mostra Verônica como a verdadeira vilã da história, uma criminosa qualificada, não temo dizer que aqueles dizem #SomosTodosVeronicas, mesmo depois de conhecerem toda a história, são também todos criminosos.

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About Evandro J.R. Silva

É Doutorando em Ciência da Computação. Convertido desde os 6 anos de idade, a partir dos 15 anos começou a ler e estudar a Bíblia autodidaticamente. É membro de uma Igreja Batista. Gosta bastante de jogos eletrônicos e de ler, principalmente sobre apologética e literatura fantástica. Tem como gosto musical preferido o metal sinfônico.

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