Encontro com o Inimigo de nossas Almas, vulgarmente conhecido como Encontro com Deus

Ou ainda, Encontro com Técnicas Psicológicas
(Imagem: Arte/Infosol)

(Imagem: Arte/Infosol)

Caros leitores, não quero dizer com o título que o Diabo é Deus. Muito menos, com o subtítulo, que Técnicas Psicológicas são coisas do Demônio! Não. Mais uma vez os títulos se utilizam de verdades doídas e polêmicas para chamar a atenção daqueles que passeiam pela internet.

Comecemos então pelo título. Por que o Encontro com Deus seria um encontro com o Inimigo? Vejamos o que diz Apocalipse 12.9,10:

O grande dragão foi lançado fora. Ele é a antiga serpente chamada diabo ou Satanás, que engana o mundo todo. Ele e os seus anjos foram lançado à terra. Então ouvi uma forte voz do céu que dizia: “Agora veio a salvação, o poder e o Reino do nosso Deus, e a autoridade do seu Cristo, pois foi lançado fora o acusador dos nossos irmãos, que os acusa diante do nosso Deus, dia e noite.
Ao mesmo tempo temos em Isaías 43.25:
Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amor de mim, e dos teus pecados não me lembro.

Mas o que acontece em TODO Encontro? Do início ao fim você é levado a relembrar todos os pecados que você cometeu e, provavelmente, os que nem cometeu — mas acha que sim. Ora, essa confrontação com antigas lembranças não é outra coisa senão acusação, e em alguns momentos uma instigação surreal para você lembrar de coisas até o ventre de sua mãe. E como vimos acima, o Diabo é que tem esse papel. Então, num verdadeiro encontro com Deus, você deveria ser lavado e redimido, mas não acusado ou forçado a lembrar de coisas que até mesmo Deus diz que deixou para trás!

A segunda parte da crítica reside no subtítulo. E todo mundo diz que o encontro é tremeeeeeendo, não é por outro motivo senão uma minuciosa manipulação psicológica. Eu ouso dizer que se juntarmos os melhores psicólogos do Brasil, é possível fazer um Encontro com Deus ainda mais tremendo que qualquer outro, sem sequer mencionar Deus!

Vamos ver rapidamente como é a manipulação.

Em primeiro lugar, os líderes — de células, ministérios, pastores, etc. — iniciam uma propaganda maciça do encontro. A propaganda é tal que o Sacrifício de Jesus na cruz não conta mais. O que conta é o encontro. Você não é um antes e depois da salvação. Você passa a dividir sua vida de acordo com o encontro. E Deus passa a ser limitado, deixando de ser onisciente, onipotente e onipresente, pois Ele marcou aquele encontro com você, e você não pode perder aquele encontro marcado — ou seja, Deus não tem capacidade de se encontrar com você de qualquer outra forma. Sua vida — ou melhor dizendo, sua carreira — na igreja depende do encontro. Sem ter feito o encontro, você não é ninguém.

Logo após o bombardeio de propagandas, o indivíduo finalmente vai ao encontro. Como mostrado anteriormente, chegando lá, você passa a ser acusado de todos os pecados. E além disso, eles preparam o ambiente para você sentir o peso do pecado. Cargas e mais cargas vão sendo jogados sobre os participantes. O seu emocional vai sendo estressado até o limite. Você vai se sentir a pior pessoa da Terra. Neste ponto, o que qualquer pessoa normal faria é desabafar. Mas no Encontro você não pode falar! Há a obrigação de manter silêncio, forçando o acúmulo de toda a carga emocional. Qualquer pessoa sã, vai se tornando uma bomba relógio.

Nesse meio tempo outras técnicas psicológicas são utilizadas. Não se engane, mas muito do que você já fez no encontro, você faria igualzinho em algum consultório psiquiátrico. A diferença é que de vez em quando há orações e louvores. Um exemplo clássico: todos deitados numa sala escura, com música ao fundo, sendo postos para chorar e gritar com todas as suas forças.

Enfim, de repente, já no último dia, todos uma pilha de nervos, recebem a notícia que já eram para saber desde o momento da conversão: os seus pecados foram pagos. Você é justificado pelo sangue de Jesus na cruz. Todo esse peso, que eles mesmos colocaram sobre você, eles mesmos retiram. E de repente o participante se sente extremamente leve, aliviado. A sensação é tão boa que o encontro passa a ser, de fato, tremeeeeendo. Mas não passa pela cabeça da maioria que tudo aquilo pelo que eles passaram, não foi outra coisa senão pura manipulação.

Portanto queridos, não se deixem enganar. O Encontro com Deus no fim das contas é bom simplesmente pelo alívio que se sente lá no final. Mas como mostrei, esse alívio vem somente porque te jogam e depois te tiram cargas pesadas. O que acontece ali não passa de técnicas psicológicas. Não vem a ser nada espiritual. Fuja disso. Se alguém te convidar, não aceite.

O verdadeiro encontro com Deus — como disse um irmão na fé — acontece todo dia, quando você para para ler a Bíblia e orar.

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About Evandro J.R. Silva

É Doutorando em Ciência da Computação. Convertido desde os 6 anos de idade, a partir dos 15 anos começou a ler e estudar a Bíblia autodidaticamente. É membro de uma Igreja Batista. Gosta bastante de jogos eletrônicos e de ler, principalmente sobre apologética e literatura fantástica. Tem como gosto musical preferido o metal sinfônico.

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