O Politicamente Correto Ameaça a Credibilidade do Maior Prêmio Cinematográfico do Mundo

Acredito que agora, quando este post estiver publicado, ao menos a maioria de nós já saiba que há algum tempo Jada Pinkett Smith, esposa de Will Smith, iniciou uma espécie de campanha para boicotar o Oscar. O motivo? Esse é o segundo ano em que nenhum negro é indicado.

À primeira vista até pode parecer que de fato há alguma espécie de racismo velado contra os negros. Mas basta pararmos um pouquinho, vermos alguns poucos fatos, e concluímos que não, não se trata de racismo. E se algum grupo, nessa história toda, estiver sofrendo racismo, são os brancos. Sim, isso mesmo que você leu. Não deixe de ler por aqui. Permita-me explicar.

Os negros são indicados para os principais prêmios desde 1958. O prêmio, em si, existe desde 1929, mas começou a ser televisionado a partir de 1953. Curiosamente foi nessa década, de 50, e na década de 60 que o Movimento de Direitos Civis para os negros teve amplo destaque, nos presentando, inclusive, com a figura de Martin Luther King. Em 1963 houve também o primeiro negro a vencer um prêmio no Oscar, revelando a academia (ou, em Inglês AMPAS — Academy of Motion Picture Arts and Sciences) como uma instituição bastante progressiva para o tempo.

Para melhorar sua imagem perante os negros, a atual presidente é Cheryl Boone Isaacs, uma negra. Como então que uma instituição racista contra os negros, teria uma negra como sua presidente? Ainda, no ano passado, o diretor Spike Lee, que é negro, recebeu o Prêmio Honorário da Academia. Ou seja, mesmo que nenhum negro tenha sido indicado, houve um que ganhou a estatueta ano passado.

Enfim, a academia de arte cinematográfica não conseguiu ver qualquer ator, atriz ou produtor/diretor, entre os negros, que tivesse sido bom o suficiente para ser indicado. E numa premiação meritocrática isso é perfeitamente possível de acontecer, uma vez que a qualidade dos trabalhos, e não a cor dos indicados, é que são levados em consideração. Prova disso é o ator Leonardo DiCaprio, que por vários anos se destaca bastante nos filmes em que participa; entretanto até hoje não ganhou sua estatueta. E ele é branco. Por outro lado, a atriz Lupita Nyong’o, que é negra, ganhou sua estatueta após o primeiro filme de grande sucesso do qual participou — e na minha opinião seu trabalho não foi bom o suficiente para sua vitória; entretanto, levando em conta as outras indicadas para o mesmo prêmio, ela, provavelmente, tinha o melhor trabalho.

Logo, a reclamação de algumas pessoas por nenhum negro ter sido indicado mostra apenas uma faceta do politicamente correto que, entre outras, prega que minorias (mesmo que sendo, em alguns casos, maioria) obrigatoriamente têm de ser representadas, mesmo que sendo piores que seus competidores. E isso mostra um claro preconceito contra os brancos. Ou seja, isso mostra que para eles, as pessoas brancas não podem ter capacidade suficiente de se destacar a tal ponto de deixar os outros grupos étnicos para trás. Ou então mostra uma enorme inveja. E como não podem se sustentar em seus trabalhos, apelam para a questão racial — ou seja, é um jogo sujo. Outro ponto que mostra que é um claro racismo contra branco é a suposição de como seria sua reação orgulhosa, caso o contrário acontecesse, isto é, se só houvesse negros indicados. Neste último caso, eles estariam festejando uma suposta vitória da causa, e marco histórico.

Pois bem. Agora estão tentando criar algum tipo de dispositivo que garanta maior diversidade nas indicações. Em outras palavras estão querendo criar cotas no Oscar. Consequência direta: como definir que alguém foi agraciado com o prêmio por seus méritos, e não por sorte advinda de uma cota? Atente-se que, caso as cotas sejam implementadas aqui, essa premiação vai perder em muito a sua importância/credibilidade, pois agora não serão mais os melhores competindo. Não haverá mais a certeza da qualidade dos filmes e atores que foram indicados e dos que ganharam. E veremos o politicamente correto começar a destruir um ícone da cultura estadunidense. Em pouco tempo as outras premiações se tornarão de fato mais importantes que este, já que nas outras ainda a meritocracia é levada em conta oficialmente.

Portanto, se o politicamente correto conseguir vencer essa batalha, veremos o início da decadência de um ícone da cultura estadunidense. E mais que isso. Com o politicamente correto, estamos vendo a decadência de toda a cultura ocidental, que tem na Europa e nos EUA seus bastiões. Duvida? Dá uma olhada também nas notícias sobre Europa vs. Imigrantes. A cultura europeia, matriarca da cultura ocidental, está se esfacelando por causa do politicamente correto. E ao mesmo tempo, em uma segunda frente de batalha, o motor cultural da América.

Vou finalizar como costumam dizer os estadunidenses: God help us!

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About Evandro J.R. Silva

É Doutorando em Ciência da Computação. Convertido desde os 6 anos de idade, a partir dos 15 anos começou a ler e estudar a Bíblia autodidaticamente. É membro de uma Igreja Batista. Gosta bastante de jogos eletrônicos e de ler, principalmente sobre apologética e literatura fantástica. Tem como gosto musical preferido o metal sinfônico.

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