E se não houvesse Graça?

Elvis Presley gravou uma música cujo nome é If that isn’t love (Se isto não for amor) em 1973. Veja em português clicando aqui e aqui também. Esta canção fala do amor Redentor de Jesus pela humanidade. “Se isso não for amor não há estrelas no céu…” é um dos versos do refrão que tenta mostrar quão evidente é este amor.

Mas esse amor de Deus por nós vai muito além de evidências, comprovações, lógica ou quaisquer formas humanas de tentar explicar as complexidades que cercam nossa existência aqui neste mundo.

Partindo do fato aceito por fé de que Deus entregou como sacrifício vivo, perfeito e suficiente seu filho, Jesus, como quitação total e irreversível pelas falhas, transgressões e atrocidades de todos nós, não é difícil perceber que se isso não for amor “tudo perde o valor” e nada mais faz sentido. Entretanto, um pouco mais desconfortável é tentar imaginar: e se não houvesse esse amor?

Há um esforço individual e “cristão” de querer consertar as pessoas más principalmente aquelas que “estão no mundo”. Esta é a premissa pela qual muitos de nós, se não todos, partimos para a evangelização das pessoas. Mas não é esta a premissa correta.

Basta lembrar que se não fosse esse amor, essa Graça de Deus, todos nós, sem qualquer exceção estaríamos mortos. A Graça que nos atingiu é a mesma que nos autoriza proclama-la ao mundo, mas não como principalmente uma ameaça de perdição eterna mas sobretudo como esperança de vida eterna e plena por sua grandiosidade.

O pecado precisa ser denunciado porém não deve tomar o lugar da exposição persistente do perfeito amor que nos alcançou.

Assim, partindo do princípio de que não havendo Graça não seríamos nada, fica também muito evidente a necessidade e satisfação de pregar está Graça aos que ainda não a conhecem ao invés de olhar para as pessoas como seres menores do que nós apenas porque não vão a igreja.

Não sendo assim estaremos assumindo uma posição de não-pecadores, uma classe especial, mas sem conseguir escapar do juízo de que estamos apenas iludidos e embebidos de vaidade e justiça própria.

Glória ao Deus eterno que nos presenteou, sem qualquer merecimento, com seu amor, isto é, sua Graça.

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